7 curiosidades cafeeiras: do pé de café à xícara
O pé de café é o que mistura a história do Brasil com a de milhares de fazendas por aí. É ele que dá, quase que literalmente, o pontapé inicial do dia de cada um. Além disso, essa planta move a nossa economia e representa o ganha-pão (ou ganha-grão?) de inúmeros brasileiros.
No princípio era o pé de café e, através dele, tudo foi feito, principalmente essa bebida dos deuses que a gente louva toda manhã. Quer saber mais curiosidades sobre o cafezal e o cafezão, da terra à torra? Neste texto, você tem a oportunidade de conhecer mais sobre as espécies, o tempo de plantio, o processo de produção e muito mais! Acompanhe.
1. Variedades de café
Existem mais de 100 espécies de café espalhadas por esse mundão, acredita? As mais cultivadas são a Arábica e a Canéfora. O Brasil produz e exporta mais da primeira. Ela é mais comum, inclusive, na produção de especialidade, como a da Fazenda Jotacê.
Essas espécies apresentam diferenças desde o modo de cultivo até o sabor da bebida. O café Arábica é mais equilibrado, podendo revelar notas cítricas, adocicadas e frutadas. Já o Canéfora é aquela bomba: costuma ter um sabor mais marcante, amargo e encorpado, além de ter um tanto a mais de cafeína.
Cada uma dessas espécies tem variedades. A Arábica tem aos montes: Catuaí Amarelo e Vermelho, Catucaí, Topázio, Boubon, Mundo Novo e por aí vai. Já o café Canéfora tem duas principais: Robusta e Conilon. Pense que cada tipo de grão pode entregar sensoriais variadíssimos. Haja papila gustativa pra tanto gosto diferente!
2. Planta perene — nome chique, né?
O pé de café deve ser plantado entre a primavera e o verão, período em que há mais chuvas e o calor é suficiente, mas não tão intenso. Depois do plantio, é aquele papo de coach: o produtor tem que acreditar no processo. Quando o cafeeiro começa a crescer, ele pode levar até três anos para nos presentear com os frutos.
Sabe aquele investimento que começa meio lento pra dar retorno, mas depois os juros compostos fazem explodir? O cafeeiro é bem assim. No começo, ele demora pra pegar no tranco, mas garante uma rentabilidade incrível no longo prazo.
Veja: passado esse período inicial, a planta pé de café dura mais que muito casamento por aí: ela continua dando cerejas por cerca de 25 anos, depois começa a perder muito seu rendimento.
Baita tempo, não é? Por esse motivo, o café é classificado como uma planta perene, o que significa que ele não morre depois da colheita. Aliás, continua firme e forte ao longo de quase três décadas e um pouco mais. E nesse período, cada safra traz novas possibilidades sensoriais.
3. O café é uma fruta!
Muita gente não sabe, mas o café é fruta: sai do pé que nem maçã, morango e laranja. Como costumamos comprar o produto final, normalmente moído, nem sempre lembramos que ele é uma planta, que vem da terra. Bom, quem vê pó, não vê coração… mas ele tá ali representando todo o sabor que encontramos na xícara!
Saca só: o café é uma fruta com polpa, chamada carinhosamente de “cereja”. Bunitim, né? É dentro dela que encontramos as sementes, sim, os grãos, que são beneficiados, torrados e moídos pra depois virar esse carinho líquido que bebemos com gosto diariamente.
Normalmente, cada cereja do café vem com duas sementes, que parecem um capô de fusca: costas arredondadas e base chata. É a imagem que a maioria das pessoas conhece. Porém, alguns frutos vêm com apenas um grão dentro, o Moca (ou Moquinha pros íntimos). Ele é um pouco menor e mais arredondado.
Rapaz, cê acredita que até um tempo atrás o Moca era considerado uma anomalia, uma espécie de defeito? Ainda bem que isso já caiu por terra! Inclusive, ele tem sido muito apreciado na produção de café especial porque seu formato facilita a caramelização na torra, produzindo um lote inteiro mais adocicado. Grande Moquinha!
4. Quem sabe o que planta não teme a colheita
A colheita define tudo! Para ser colhida, a fruta do café deve estar madura: geralmente, fica num tom de vermelho ou amarelo brilhante, dependendo da variedade. Aqui, é papo reto, sabe por quê? Prepara pro papo nerdola: o cafeeiro é uma planta não climatérica. Ai, lá vem a Fazenda Jotacê com nome difícil…
Nem é, cabra. Se acalme que a gente explica. Ser “não climatérico” significa que o café para de amadurecer assim que é colhido. Uai, quer dizer que ele não vai mais virar adulto? Não! Quer dizer que o processo de produção de açúcares (e a consequente formação de sabores) é interrompido.
Por isso que é preciso acertar na mosca (ou no grão) o momento da colheita para garantir uma bebida com a maior qualidade possível. Esse tempo ideal é o período em que os grãos têm o maior potencial de sabores e aromas e vão entregar tudo isso na bebida.
Depois da colheita, uma parte pode ser separada e usada como semente de café, dando origem a outras mudas da planta. O restante passa pela Prova do Líder do BBB: os grãos menores vão saindo. Os grãos são passados em peneiras com tamanhos diferentes para serem reunidos em grupos que têm mais ou menos o mesmo tamanho. Isso serve pra uniformizar o rolê todo, facilitando especialmente a torra.
Grãos peneirados? Sucesso. O café segue para o beneficiamento e se transforma, dentro da nossa fazenda, em um lote especial de altíssima qualidade.
5. Ah… a fermentação!
Você sabia que todo café passa por algum nível de fermentação? Isso mesmo! Durante a secagem dos grãos, ocorre o seguinte combo: umidade + calor + açúcar. É o cenário perfeito para os microrganismos agirem, degradando a polpa da fruta (a tal da mucilagem). Isso é perfeitamente normal e esperado.
Tá, mas se todo café fermenta, por que alguns são vendidos como “fermentados” e outros não? Elementar, meu caro Watson! A fermentação natural é só mais uma etapa esperada do processo: os grãos são colhidos, secam no terreirão de cimento ao sol e seguem seu destino. Isso não é suficiente para alterar os compostos sensoriais.
Agora, o grão vendido como “fermentado” passou obrigatoriamente por uma fermentação induzida, que vai provocar uma mudança sensorial nítida. Os produtores de café de qualidade adicionam microrganismos que induzem alguns processos químicos. Aí eles botam pra quebrar!
Pode ser fazendo a secagem em barril, adicionando levedura ou então deixando os grãos secarem todos juntos numa montanha enorme, sem mexer… compadre as possibilidades são muitas, e os sensoriais alcançados são infinitos. Essa é daquelas poucas burocracias que valem a pena.
É nesse rolê que surge café com sensorial alcoólico, que é uma maluquice de bom! Ou mesmo uma bebida que entrega gosto de fruta bem madura, que acabou de ser colhida do pé… ou, ainda, aquela acidez estralada que faz a gente lembrar como é bom estar vivo. Eita, deu água na boca aqui.
6. E a doçura natural? Existe mesmo?
Sim, Zé! O café naturalmente doce é real! Sabe por que o grão especial tem essa doçura natural? (Até rimou!) Porque quando o processo é feito com cuidado, ele mantém os açúcares naturais no grão, que é a semente. Aí, um mestre de torras habilidoso (como o da Fazenda Jotacê) sabe deixar o cafezão no ponto pra parecer um mel na sua boca!
Falando nisso, vale lembrar que o café de qualidade sempre terá um sensorial confortável ao paladar. O que causa o amargor das bebidas encontradas em supermercado são a escolha descuidada das frutas e a torra acentuada. Prove qualquer lote da Fazenda Jotacê sem açúcar, meu compadre! O único arrependimento será não ter feito isso antes.
7. Café não é só uma bebida; é uma rede inteira
Do pé de café às mãos que seguram a xícara: a produção é complexa, meu caro! Primeiro, um salve aos produtores: é na planta, na escolha da espécie, no cuidado com o cultivo que a mágica acontece. Depois, mais um salve pra quem coordena todo o processamento: a fruta precisa ser colhida com cuidado, fermentada com expertise, secada e torrada com inteligência.
Tem muuuuita gente envolvida pra fazer o café dar certo. Portanto, tomar café não é só acordar mais disposto; é honrar uma cadeia produtiva inteira que trabalha arduamente pra que todo mundo beba um cafezão de manhã como se fosse a coisa mais simples (e saborosa) do mundo.
E você já sabe: a Fazenda Jotacê valoriza cada etapa. Nós só trabalhamos com café especial pra servir aos nossos compadres o que há de melhor no mercado. Falando nisso, sempre se lembre de buscar lotes com pontuação elevada e garantida pela Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA). Afinal, nem o melhor método salva um grão ruim, não é?
Cafés cuidadosamente cultivados com a Fazenda Jotacê
Pois é, aqui não tem conversa: é qualidade desde o pé de café até a embalagem que chega à sua casa. Nós, da Fazenda Jotacê, vivemos o ciclo cafeeiro completo e queremos que você faça parte dele também.
Para saber mais sobre esse universo, confira outros conteúdos exclusivos do nosso blog. Se quiser encontrar cafés especiais e acessórios de qualidade para tomar a melhor bebida, acesse o site!