Doce de abóbora: se é doce, é de Minas; se é de Minas, é bom!
Se a gente pudesse definir o cheiro de casa de vó, eu cravaria esta resposta sem titubear: cheiro de doce de abóbora. Eita, trem bão! E num é a coisa mais linda? Uma cor laranja formosa, uma cremosidade sem igual, um sabor único. Ah, e é claro que os doces produzidos aqui em Minas são diferentes!
Aqui no Jota Blog, se você não sabia, já fique sabendo: sempre que temos que escrever sobre doce demora um pouco mais porque é uma mão só digitando; a outra tá segurando uma colherada farta da iguaria e mandando pra dentro. Bom, chega de falar abobrinha. Vamos falar de abóbora!
Tipos de abóbora
Rapaz, vou te contar que existe uma pá de tipos de abóbora, cê sabia? Ela é uma hortaliça muito versátil, tanto que, aqui no Brasil, é cultivada em absolutamente todos os estados. Suas variedades recebem alguns nomes diferentes pelo caminho: abóbora-de-pescoço, jerimum, cabotiá, paulista, manteiga e por aí vai.
Uma coisa muito legal da abóbora é que, além da polpa, a casca e as sementes também são comestíveis. Por exemplo, você pode fazer um doce de abóbora cabotiá ou outra variedade com casca e ainda reservar as sementes pra comer depois. É só lavar bem e dar uma torradinha no forno. Praticamente 100% de aproveitamento.
Quais tipos são usados pra fazer doce?
Acertar na escolha do tipo vai fazer toda a diferença no sabor, na textura e até mesmo na cor do doce de abóbora. A melhor variedade é a abóbora-de-pescoço por ser firme e naturalmente mais adocicada, rendendo um preparo consistente e de um laranja vibrante que brilha mais do que o cabelo do Erling Haaland.
Outras boas opções são a moranga, que é boa pra fazer compota de abóbora, e a cabotiá, que oferece um doce mais encorpado e de sabor mais marcante. A principal dica é fugir das variedades com polpas mais claras, pois elas tendem a soltar mais água durante o preparo. Assim, a consistência final não fica no ponto ideal nem entrega tanto sabor.
O toque de Minas
Compadre, você já ouviu falar do Rei Midas, da Mitologia Grega? Cabra ganancioso que era, ele pediu a Dioniso, em troca de um favor anterior, que tudo que ele tocasse virasse ouro. Aqui é parecidim, mas na Mitologia Brasileira da Fazenda Jotacê, apelidamos carinhosamente de toque de Minas — no doce de abóbora ou em qualquer outro preparo.
Afinal, tudo em que mineiro encosta vira ouro, cê num acha? O que nasce aqui já é bão demais; o que não nasce aqui, a gente melhora! Não é à toa que temos uma tradição gigante na culinária, tanto nos salgados quanto nos doces. E nossas sobremesas realmente têm um toque especial.

Aqui, por exemplo, até o nome fica mais bunitim: doce de jerimum, nosso sinônimo regional da abóbora. É a identidade mineira em todo detalhe. Aqui pros nossos lados, as receitas são repassadas pra cada geração da família. Afinal, saber mexer no tacho e acertar na textura (seja cremosa, seja pra corte) exige uma técnica minuciosa. Ih, a boca já tá salivando. Bora prosear sobre os tipos de doces?
Tipos de doces de abóbora
Tá preparado? A partir daqui, a gente abre um portal e nunca mais quer voltar. É realmente uma perdição. Tem como fazer doce de abóbora de tantas formas que parece impossível escolher qual é o mais gostoso. Oras, na verdade, nem precisamos escolher o melhor, mas, sim, qual vamos provar primeiro.
Doce de abóbora cremoso
Esse é um dos mais clássicos. E o preparo não tem muito segredo: deixar os pedaços de abóbora no fogo até desmanchar, adicionar o açúcar e outras coisas como cravo e canela e mexer até atingir a consistência desejada. Dá pra deixar ele no ponto de geleia e consumir frio, ou mesmo deixar mais firme.
A grande sacada mineira nesse preparo aqui é usar o tacho! É possível preparar esse doce de abóbora em uma panela grande mesmo, mas o tacho faz toda a diferença para o cozimento lento, apurando o sabor de um jeito que nenhum outro utensílio consegue.
Doce de abóbora em pedaços
Essa é outra receita famosíssima. Parece que toda avó, ao se tornar avó, recebe uma cartilha com as instruções pra essa sobremesa. Pra preparar o doce de abóbora em pedaços, é preciso deixá-los de molho com água e cal pra uso culinário. Esse ingrediente ajuda a deixar a superfície dos cubos mais firme, pra que eles não derretam no cozimento.
Antes de botar tudo no fogo, é preciso lavar cada cubo em água corrente pra retirar a cal. Você tira da cal pra botar na calda, que é um preparo com água, açúcar e as especiarias que você preferir. Assim, os cubos vão cozinhar absorvendo todo esse conteúdo saboroso, mas sem virar creme. Pedaços firmes por fora com uma cremosidade que explode calda por dentro. Genial, né?
Doce de abóbora da Fazenda Jotacê
Ah, você achou mesmo que a gente não ia puxar a colherada pro nosso tacho? Além de respirar café e contar muito causo, a Fazenda Jotacê também vende os melhores doces mineiros. E são caseiros, viu? Nada daquelas massas prontas que você encontra em qualquer supermercado.
O doce de abóbora com coco da Dona Lázara é incomparável, compadre. A textura cremosa contrastando com os pedaços de coco fica surreal. É de comer agradecendo! E pra montar uma mesa mineira de respeito, nada melhor do que preparar um Kawá Caramelo pra degustar junto.
Vem conhecer o empório da Fazenda Jotacê!
Se você está finalizando este texto e já se programando pra ir atrás de um belo doce de abóbora pra matar a vontade, obviamente tá no lugar certo. Dê uma espiada em todos os nossos produtos no site e leve a nossa tradição mineira diretamente pra sua casa!
Nosso empório tem cafés naturalmente doces e quitutes com o diferencial da Fazenda Jotacê: com origem e com história. Comida e bebida nunca são só pra gente mandar pra dentro, né? São um afeto diário, que a gente já entrega pronto pra você. Vem!

