O que é a goiabada cascão e por que ela é diferente?
Ai, ai, compadre… falou nesse doce, a boca já enche de água e já vem à cabeça aquela canção de João Bosco e Aldir Blanc, que a Elis Regina cantava tão lindamente: “goiabada cascão com muuuuito queeeeijo”! Eita, que delícia!

A letra ainda fala “depois café, cigarro e um beijo”... olha, o pito e a bitoca a gente não oferece, mas o cafezão, a gente garante, sim! Vamos falar desse doce tão tradicional da cultura mineira procê entender todos os diferenciais.
Doce mineiro também é história
Bora tirar uma casquinha da goiabada cascão e entender como esse doce tão maravilhoso surgiu, por que tem esse nome e como se diferencia da versão tradicional mais cremosa? Senta que lá vem história.
Temos algumas versões do surgimento do doce. Como fica difícil rastrear qual é a verdadeira, vamos trazer aqui a que achamos mais divertida. Na fabricação da goiabada tradicional, era utilizada uma peneira para separar a polpa de goiaba das cascas e das sementes.
Porém, a quantidade de goiaba era muito grande, e, um belo dia, essa peneira rasgou e tudo ficou misturado. Mas quem em sã consciência jogaria fora aquela matéria-prima maravilhosa que estava virando um doce? Então, foi tudo junto mesmo: polpa e casca, uma mistura que chegou para surpreender.
No final do processo, notaram a diferença: a casca da goiaba deixou o doce não mais com a consistência cremosa e já conhecida, mas com aquela textura mais firme, de corte. Não deu outra: o nome dessa nova iguaria só poderia ser goiabada cascão!
Doce mineiro também é cultura
Compadre, a gente tem um baita orgulho de dizer que, especialmente aqui em Minas, nada é por acaso. A gente não tem tradição em doces, queijos e simpatia à toa! Papo reto: tudo em que mineiro toca vira literalmente uma mina de ouro.
Não foi diferente com a nossa queridíssima goiabada, seja a versão cremosa, seja a versão cascão: elas viraram tradição mineira! E tudo que é tradicional por aqui envolve um processo artesanal, com conhecimento passado de geração em geração, e muito afeto.
Pra começar, na nossa produção artesanal, tem todo o preparo cuidadoso. A seleção das frutas é feita com muita atenção: elas são colhidas no momento certo, madurinhas, madurinhas, e apenas as cascas que estão exuberantes e sem defeitos são utilizadas no doce.
Aí entra um novo detalhe da nossa tradição: a goiabada é um doce de tacho. Ói, vou te contar, que só de ler essa palavra já dá um quentim no coração. Joga a gente direto pra cozinha da casa da vó, com aquele cheirim de café no fogão misturado com o aroma adocicado vindo daquela vasilha de cobre enorme.
O tacho é praticamente um patrimônio da cultura mineira, pois é responsável por deixar inúmeros dos nossos doces no ponto certo, que conquista todo mundo: doce de leite, rapadura, cocada e obviamente a goiabada cremosa e a cascão.
A textura rústica que produzimos nesses doces só é possível graças ao tacho. O formato largo e o material, normalmente cobre, permitem que o calor do fogo se espalhe uniformemente enquanto o conteúdo é mexido ali até chegar ao ponto perfeito.
Aí, mais uma vez, é Deus no céu e Minas na Terra! Basta juntar todos esses fatores pra conseguir mais um doce divino. A goiabada cascão tem essa estrutura mais firme não por acaso, mas como consequência do cozimento lento, do uso da casca junto da polpa, da seleção de frutas de qualidade e, é claro, da nossa pitada mineira.
Doce mineiro também é paixão nacional
Ai, Zé, enquanto a boca enche de saliva, os zóin enchem de lágrima. Nunca é só um doce, tá vendo? A gente tá falando de cultura mineira, de identidade, de método artesanal. De um sabor da roça que atravessa a porteira e se torna símbolo regional e patrimônio gastronômico.
A nossa goiabada, tanto a normal quanto a cascão, é apreciada no Brasil inteiro. É claro que já tem muita versão industrializada por aí, mas a gente segue acreditando e investindo na produção artesanal — e sabe que ela segue sendo muito valorizada porque carrega cultura, além do sabor inacreditavelmente superior.
Atualmente, as aplicações culinárias dos nossos doces são variadíssimas. Muita gente gosta de consumir goiabada pura ou com aquele pedacinho de queijo maroto, mas o produto também é muito utilizado como recheio de bolo ou outros confeitos, além de ser um ótimo acompanhamento para um cafezão. Versatilidade à beça!
Doce mineiro também é Dona Lázara!
Solta a vinheta, que chegou a hora do intervalo comercial pra gente fazer o nosso merchan. Óia, nosso site tá recheado de delícias da Dona Lázara e agora virou quase uma obrigação sua dar uma espiada lá! É só doce raiz, com gosto de infância, que máquina alguma sabe reproduzir.
Além da goiabada cremosa feita a partir de uma receita caipira, tem a cascão na embalagem de madeira e na caixa, sem falar na versão de doce de leite com goiaba… sem brincadeira, é uma perdição. Dá um pulo no site procê conferir todas as opções!
Tomo guaraná, suco de caju…
Goiabada cascão para sobremesa! Cê viu como a gente tá musical neste texto, Zé? Pois é, mas não tem como não citar essa canção do Tim Maia em um conteúdo como este. O nosso doce mineiro é tão versátil que é protagonista até em letra de música!
Gostou de saber mais sobre a nossa querida goiabada? Olha, pra nós aqui da Fazenda Jotacê, tanto faz se você prefere a cascão ou a cremosa; o que importa mesmo é que você escolha um dos nossos grãos pra acompanhar! Espia o site e escolhe um dos nossos produtos pro seu próximo café da tarde!
