Dois ingredientes. Dois. Amendoim e rapadura. Não tem mais nada.
Não tem corante. Não tem conservante. Não tem estabilizante, emulsificante, espessante, nem nenhum nome que você precisaria de um diploma pra pronunciar.
É rapadura com amendoim no fogo, no ponto, na mão, do mesmo jeito que se faz desde que festa junina era festa junina e não evento com ingresso numerado.
O resultado é um pé de moleque crocante que estala na mordida e larga um gosto de rapadura que fica.
Fica na boca, fica na memória, fica na saudade de uma época que você viveu.
Cada pedaço é um doce de amendoim que não pede desculpa por ser simples, porque o simples, quando é de verdade, é a coisa mais difícil de imitar.
Este é o pé de moleque de rapadura da Dona Lázara.
O pé de moleque tradicional que não mudou a receita porque ninguém conseguiu provar que precisava mudar. Embalagem de 300g. Parece bastante. Não é.
O doce junino que não espera junho pra aparecer e que, se dependesse de quem prova, não sairia de cena nunca.
Doces Dona Lázara na Fazenda Jotacê — Doces de dois ingredientes. E zero explicação.