Doce de leite com café é coisa antiga em Minas.
O café acabava de passar no pano, sobrava um tiquinho no fundo da xícara, e ia parar no doce que tava no tacho. Ninguém inventou isso pra vender. Inventou porque dava certo.
O café aqui não é enfeite. Ele corta a doçura. Entra com o amargo de fim de tarde, equilibra o doce e deixa o gosto mais comprido na boca. Sem ele, é doce de leite. Com ele, é cafezinho que virou sobremesa.
É doce de leite cremoso, feito no fogo baixo, com leite de vaca fresco e açúcar. Sem amido, sem espessante, sem pó pra encorpar. A cremosidade vem do tempo, não do truque. Doce de leite mineiro, doce de leite artesanal, doce de leite caseiro do mesmo jeito que a Dona Lázara faz desde 1970.
Passa na torrada, recheia o bolo, encara o pão de queijo. Gelado fica melhor ainda. Mas a verdade é que a maioria come de colher, direto do pote, e nem chega no pão.
Pote de vidro, 400g. Transparente de propósito: dá pra ver a cor do doce e o tanto que já foi.
Fazenda Jotacê — Doce de leite com gosto de café. E café é com a gente mesmo.