O pernil que melhorou com o tempo.
Pernil suíno cortado em pedaços generosos, frito devagar na própria banha até dourar, salgado no ponto, colocado na lata e selado com a gordura quente.
A partir daí o tempo faz o resto: a fibra amacia, o sal se assenta, a banha entra fundo. Quando você abre, a carne tá lá descansando há semanas, com sabor que carne recém feita não consegue ter nem se quiser.
A Xavante vem de Divinópolis, no centro-oeste de Minas, fazendo carne de lata pelo método tradicional desde o tempo em que essa técnica ainda era coisa de despensa de roça, antes do confit virar moda em bistrô caro.
Como usar: abre a lata, tira a carne com garfo, joga na frigideira em fogo baixo. Em três minutos esquentou. Cai bem com arroz, feijão, polenta, mandioca cozida, pão de queijo cortado ao meio, ou direto da panela num dia desses que ninguém tá olhando.
Dica de quem entende: a banha que sobra na lata é ouro. Coa, guarda num pote, e usa pra fritar ovo, refogar feijão, dourar mandioca. Cada gota tem o tempero da carne que ficou ali dentro.
Qual tamanho escolher
900g é pra um almoço de família, pra abrir num domingo e zerar até segunda. Cabe na geladeira sem ocupar prateleira inteira. Primeiro encontro com carne na lata, é por aqui que se começa.
3,4kg é pra família grande, pra despensa de fazenda, pra quem já entendeu que carne de lata aberta dura semanas e quer ter sempre à mão. Lata grande, daquelas que a vó passava o dia inteiro fazendo e a gente nunca esquecia do cheiro.
Modo de conservação
Conserve em local fresco e arejado, longe da umidade. Não precisa de geladeira. A regra é simples: enquanto a banha cobre a carne, ela tá protegida.
Composição
Pernil suíno cozido na própria banha, sal.
Validade
Até 9 meses (lata fechada). Após aberta consumir antes de 5 meses, mantenha a carne sempre submersa na gordura.