Goiabada com queijo é o par mais famoso do interior mineiro.
Mais famoso que dupla sertaneja, que Santo Antônio e fogueira de junho. Mas a goiabada sozinha, quando é boa de verdade, não precisa de par.
A Goiabada na Palha começa com goiaba madura que vai pro fogo baixo e fica lá até virar aquela massa densa, de cor vermelha que parece ter sido inventada só pra fazer criança apontar na feira.
É goiabada cremosa por dentro e firme na estrutura.
Não é goiabada cascão que quebra o dente, nem geleia que escorre do pão. É o ponto do meio que a Dona Lázara acerta há décadas.
O sabor é concentrado, marcante, com a doçura da goiaba que não precisa de concorrência. Uma goiabada mineira legítima, do tipo que faz quem é de fora entender por que Minas tem orgulho de tudo que sai do tacho.
Não é goiabada de corte de prateleira de supermercado. É doce caseiro de quem mede o ponto pelo cheiro, não pelo termômetro.
Enrolada na palha, ela carrega um visual de quitanda de beira de estrada, uma receita da roça que é um pedaço da cultura mineira que a gente tem muito orgulho de manter vivo.
Com queijo ou sem, isso fica na sua consciência. A gente só faz a goiabada. O julgamento é por sua conta.
Doces Dona Lázara na Fazenda Jotacê — Goiabada que não pede licença. Nem queijo.